Calvin e Haroldo

HQs
Em 25 de novembro de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Um costume diário é beber café e ler a tirinha do Calvin e Haroldo no jornal, acho o tipo de humor feito por Bill Watterson sensacional.

As histórias do menino de 6 anos e seu tigre de pelúcia foram publicadas em mais de 2 mil jornais pelo mundo entre os anos de 1985 e 1995, tendo a última tira inédita sido publicada no dia 31 de Dezembro de 1995.

As tiras falam basicamente da visão de Calvin, um menino hiperativo de 6 anos e seu tigre de pelúcia Haroldo, que ganha vida quando não existem adultos por perto, sobre questões políticas, culturais, sua relação com os pais, amigos e professores, tudo com muito humor e sarcasmo.

Os principais personagens das tiras são:

Calvin: um menino de seis anos com uma imaginação muito fértil que adora enlouquecer seus pais.

Haroldo: o tigre de pelúcia e parceiro inseparável de Calvin.

Mãe e pai de Calvin.

Susie Derkins: vizinha e colega da escola de Calvin, aparentemente destinada a ter uma eterna relação de amor-ódio com ele.

Miss Wormwood: a professora de Calvin.

Rosalyn: única babá da cidade disposta a cuidar de Calvin.

O valentão Moe

A Conrad Editora continua com o livro Felino Selvagem Psicopata e Homicida sua saga de publicar no Brasil todas as tiras de Calvin e Haroldo, esse é o décimo volume da série de um total de onze, um trabalho incrível, seguindo o formato em que os livros foram lançados nos Estados Unidos, tem um belo acabamento gráfico e com algumas páginas em cores.

Posso dizer que Calvin está ainda melhor, surtando seus pais e aprontando todas como sempre, é diversão garantida e um belo presente de natal.

Título: Calvin e Haroldo - Felino Selvagem Psicopata e Homicida
Autor:  Bill Watterson
Editora: Conrad
Páginas: 176

 

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A Trilogia Nikopol

HQs
Em 24 de setembro de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Enki Bilal, é o nome desse Iugoslavo que recentemente me surpreendeu positivamente com a sua mais famosa obra, até então não havia lido por completo a A Trilogia Nikopol, o que pude fazer recentemente, graças ao excelente trabalho da Editora Nemo, que lançou no Brasil em uma edição luxuosa os três livros juntos, A Feira dos Imortais (1980), A Mulher Armadilha (1986) e Frio Equador (1992).

a trilogia nikopol

A história se passa no ano de 2023, numa Paris totalmente devastada pelo facismo e seus líderes, onde pessoas convivem normalmente com seres extraterrestres, deuses egípcios com cabeça de animais, pessoas coloridas, as mulheres são tidas meramente como objetos de reprodução e as doenças se alastram.

Logo nas primeiras páginas de A Feira dos Imortais a arte de Bilal impressiona ao mostrar uma pirâmide voadora parada sobre Paris e dentro dela alguns deuses egípcios como Anúbis, Bastet, Thoth, Khépri e Bes jogam Monopoly. A pirâmide está parada sobre a cidade pois precisam de combustível para continuar, e assim negociam com o governo parisiense o fornecimento do que precisam para seguir viagem.

 

A história é cheia de reviravoltas e conspirações políticas, onde Hórus, o deus egípcio revoltado, usa o astronauta Alcide Nikopol, que estava congelado no espaço durante anos, para tomar o poder e destituir os atuais governantes.

enki bilal

No segundo livro temos a presença impecável da jornalista Jill Bioskop, A Mulher Armadilha, que possui todos seus pêlos na cor azul e mesmo assim consegue ser estranhamente atraente. Viciada em drogas que apagam sua memória, Jill aborda temas como corrupção, a situação dos imigrantes na Europa e toda o burburinho político europeu.

a trilogia nikopol

 

Em Frio Equador Enki Bilal finaliza a história de uma forma que causa muita estranheza e também fascínio, temos um mundo muito parecido com o atual, nesse momento da história estamos em 2034, com mudanças climáticas assustadoras e muita corrupção. O enredo se passa em Equador City, cidade localizada no centro-leste africano, na linha do Equador e dominada pela organização corrupta chamda KKDZO.

O próprio Enki Bilal dirigiu uma adaptação para o cinema de sua obra, o filme foi lançado em 2004 e chama-se Immortel, ainda não assisti, mas está na lista e talvez role um review. http://en.wikipedia.org/wiki/Immortal_(2004_film)

immortel

Em a Trilogia Nikopol, Bilal conseguiu fazer uma obra atemporal, cheia de referências e críticas que caem como uma luva na nossa sociedade, recomendo muito que leiam, se não conhecem o trabalho do autor, procurem também outras obras como Animal’z.

Gostaria de fazer uma menção ao excelente trabalho da Editora Nemo, a edição da Trilogia Nikopol é impecável, capa dura, num tamanho digamos assim ‘gigante’ que realça o trabalho de Bilal com suas formas e cores com papel de excelente qualidade, enfim um álbum indispensável na sua coleção.

 

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HQ – Not Quite Dead

HQs
Em 10 de abril de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Gilbert Shelton um dos ícones dos quadrinhos underground ao lado de Robert Crumb, está de volta as bancas brasileiras com o lançamento de Not Quite Dead – O Último Show, pela Editora Conrad, com uma história cheia de referências e críticas a sociedade moderna.

Shelton conta a história da banda de rock n’ roll Not Quite Dead, grupo com 27 anos marcados por fracassos memoráveis, formada por Wittington Cat no baixo e voz, Thor na bateria, Fingers Elephant na guitarra e voz, Eddie Sweaty no sax e Punk Felonious no teclado, que partirá para seu primeiro show internacional no distante e desconhecido país com nome impronunciável, chamado Shnagrlig.

A acidez e humor de Shelton estão presentes em toda a HQ, críticas ao fanatismo religioso e as políticas ocidentais dão o tom da história.

Para os amantes dos quadrinhos Shelton é uma referência, nasceu em Austin, Texas em 1940. É o autor de The Fabulous Furry Freak Brothers, série que fez muito sucesso sendo foi publicada no Brasil também pela Conrad, aqui você encontra outras obras do autor.

Se você não conhece o autor, vale a pena começar por “O Último Show”, garanto muita diversão.

E viva os quadrinhos underground!!

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HQ – Chibata

HQs
Em 19 de março de 2012
Durante o cafezinho do(a)

A Revolta da Chibata foi um movimento de Marinheiros brasileiros, que entre os dias 22 e 27 de novembro de 1910 mobilizou 2400 homens contra os castigos impostos aos marujos e as condições precárias as quais eram submetidos a bordo dos navios da Marinha Brasileira.

O movimento estava marcado para 10 dias após a posse do recém-eleito presidente Hermes da Fonseca, que ocorreria no dia 15 de novembro de 1910, porém o castigo imposto ao marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes, que ao invés de ser submetido a 25 chibatadas, que era o “normal”, teve como castigo, por ter levado cachaça a bordo, 250 chibatadas, a pena foi considerada desumana causando uma revolta maior ainda entre os marinheiros, que decidiram iniciar a mobilização na noite do dia 22 de novembro de 2010.

Foi então que os marinheiros do Encouraçado Minas Gerais liderados por João Cândido Felisberto, renderam os oficiais à bordo e deram início a Revolta da Chibata, que contou ainda com outras embarcações como os Encouraçados São Paulo e Bahia.

Encouraçado Minas Gerais

Essa importante parte da história recente do Brasil é contada de forma magistral por Hemeterio (arte) e Olinto Gadelha (roteiro) na HQ, Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil, que está em sua segunda edição, lançada pela Editora Conrad.

A HQ conta através de relatos de João Cândido, já idoso e trancado num hospício, os momentos decisivos para a revolta, como a trama foi construída, seus personagens, histórias e reinvidicações.

 

 

Chibata é um exemplo de quadrinho nacional de alta qualidade, o roteiro de Olinto Gadelha é ótimo, misturando elementos reais e imaginários, forma uma trama que prende o leitor. A arte de Hemeterio é simples e direta, o que torna a história ainda melhor.

Nos últimos anos tivemos vários títulos brasileiros de qualidade, pela arte e roteiro, se você gosta de bons desenhos e uma ótima história, não irá se arrepender de adquirir Chibata. Altamente recomendada.

 

 

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HQ – Daytripper

Cultura, HQs
Em 7 de março de 2012
Durante o cafezinho do(a)

“Ele andou duas quadras até perceber que não estava mais triste. Estava feliz e de repente tudo que conseguia pensar era em coisas alegres.

Tudo em que conseguia pensar era… Nela.

Ela era a criatura mais bonita da face da terra – Seu cabelo disse isso, em uma língua que só os cabelos conseguem falar.

Porque ele não foi falar com ela?” (Daytripper #3 – Gabriel Bá e Fábio Moon)

“Quais são os dias mais importantes da sua vida?” É esse o tom filosófico, sonhador, imaginário e real, que Daytripper oferece em suas páginas. Em mudanças temporais o quadrinho envolve o leitor em uma busca de respostas pessoais.

Daytripper, é uma grande HQ escrita pelos paulistas Fábio Moon e Gabriel Bá, ganhadora do prêmio Eisner, listada pelo The New York Times entre os quadrinhos mais vendidos, lançada pela Vertigo e Panini, colorida, com 256 páginas. Distribuída no Brasil em volume único, conta uma interessante história de 10 capítulos, sobre um escritor de obituários, chamado Brás, que se encontra em questionamentos sobre a sua existência, e devaneios entre a tristeza, a alegria, o amor, quase como uma nostalgia existencial, elevada pela conclusão final da história.

A revista apresenta em cada um de seus capítulos diversas referencias culturais ao Brasil, seja nas ruas de São Paulo, nas praias, em fatos históricos, nas crenças, nas brincadeiras de crianças, além de uma estética rica em detalhes (seja nas expressões faciais, nos detalhes do ambiente, ou na abstração da realidade) que permite a imersão do leitor no ambiente e na história.

Pessoalmente, esta HQ deu início ao meu interesse atual por quadrinhos, já que sempre tive uma visão deles como caros e efêmeros. Com questionamentos filosóficos que eu não acreditava serem possíveis em quadrinhos, e que depois da leitura pareceram muito mais conscientes pelo envolvimento criado na inusitada história, de forma tão natural. E claro, também, pela qualidade excepcional dos desenhos.

Assista também a uma entrevista do Saraiva Conteúdo com os dois irmãos quadrinistas no seu estúdio em São Paulo, http://www.youtube.com/watch?v=BBlxSJezoUU

Recomendo esta HQ a todos, mesmo a quem não tenha o hábito de ler quadrinhos, serão algumas horas de uma leitura incrível.

Onde encontrar? Na loja virtual da Saraiva.

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HQ – Kerouac,

Beat Generation, Cultura, HQs
Em 2 de março de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Kerouac ‘virgula’ por si só, é um personagem de muitas interpretações, um autor cuja vida e obra andaram sempre muito próximas, talvez refletindo-se, talvez confundindo-se.

Lançada em 2011 pela Devir (site oficial), a HQ nacional “Kerouac,”, de João Pinheiro é uma revista de 112 páginas em preto e branco, com uma estética que reflete um pouco do movimento beat, e que parece ter como objetivo apresentar um pouco da vida do poeta Jack Kerouac, através da representação biográfica do mesmo como um personagem inserido em um ambiente contextualizado entre as decadas de 20 e 60, centrando-se em alguns momentos da sua vida.

De modo geral é uma HQ interessante por ser nacional e falar de um autor que, para muitos brasileiros, ainda é bastante desconhecido. A história baseia-se em biografias sobre Kerouac, traz diversas fotografias conhecidas do autor transformadas em desenhos, além de referências às suas obras, em especial On the Road e Big Sur. Apesar disso, acredito que a obra, cria uma interpretação de Kerouac da qual não compartilho.

Onde encontrar? No site da Saraiva ou na Comix.com.br, por R$25,00.

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HQ – The Zen of Steve Jobs

Cultura, HQs
Em 22 de fevereiro de 2012
Durante o cafezinho do(a)

The Zen of Steve Jobs, é uma HQ lançada em 2011, centrada na amizade de longa data entre o monge budista Kobun Chino Otogawa e Steve Jobs e na forma como alguns dos ensinamentos budistas influenciaram a vida de Jobs e também a Apple. A história é contada fora da ordem cronológica dos eventos (mas delimitando espaços temporais de forma clara e sem interromper a continuidade), e leva em consideração relatos conhecidos desta amizade.

Produzida pela Forbes, ilustrada por Jess3, e escrita por Caleb Melby, tem como destaque a qualidade visual focada no desenvolvimento dos personagens através de linhas e da bela estética de cores. No site da agência criativa Jess3 você poderá ver um pouco mais sobre o processo de criação que complementa o making of de algumas páginas que vem no final da revista.

Uma HQ com uma história, até certo ponto inusitada, cujo resultado final é ótimo. Para quem gosta de Steve Jobs, vale os U$12 (impressa em “paperback” de alta qualidade, ou U$9 em e-book).

Onde comprar? Na Amazon. (Procurei nos sites das principais lojas virtuais nacionais e não encontrei.) No Brasil, a Devir está lançando a versão em Português, no dia 29/06/12, com o título “O Zen de Steve Jobs“.

Atualizado em: 28 de junho de 2012.

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HQ – Yuri, Quarta-feira de Cinzas

Cultura, HQs
Em 21 de dezembro de 2011
Durante o cafezinho do(a)

“Ontem, domingo de carnaval, eu fui enterrado.
Hoje estou de volta na cidade maravilhosa.
Durante o maldito carnaval.
Pra quê?
Se eu não sei sambar, nunca tive um temperamento tropical…
Você diria que eu ganhei um milagre.
A chance de consertar meus erros.
Mas eu não mudei. porque sou o mesmo de antes.
Burro, feio e chato.
Sem missão divina.
Sem dinheiro e atrasado pro trabalho.
E a única coisa em comum entre eu e a cidade maravilhosa,
é que nós dois estamos apodrecendo.”

Yuri.

Imagine que você é um publicitário, tem um bom emprego, uma bela namorada, é o orgulho da família, mas ta de saco cheio de tudo isso e em pleno carnaval resolve se atirar da sacada do seu apartamento e dar fim a sua vida. Seu plano era perfeito, porém, você não contava que voltaria dos mortos na segunda-feira, como um zumbi.


Essa é basicamente a história de Yuri, contada na HQ Yuri, Quarta-Feira de Cinzas, de Daniel Og, lançada pela Editora Conrad.
Eu achei a hq simplesmente sensacional, a começar pela capa linda, os desenhos do Daniel são simples e muito bem feitos, a história é hilária.

Yuri depois de voltar ao mundo dos vivos, ou quase vivos, encontra Andrei, um ladrão de carros homossexual, que tem como maior sonho ser rei momo do carnaval carioca, ele resolve então ajudar Yuri a morrer novamente, em troca de uma grana, as situações que os dois se metem são muito engraçadas, é diversão garantida.

Eles saem pelo Rio de Janeiro em meio a todo aquele clima carnavalesco, com blocos pro todo lado, lembre-se, um deles é um zumbi, com todas as características, cheiro, aparência, etc.

Vale a pena conhecer esses dois caras, e todos os outros personagens criados pelo Daniel Og, a mãe e o pai do Yuri, o padre, que é o mais sem noção que já vi, as situações que eles enfrentam são demais, tem muito humor negro e situações politicamente incorretas.

Yuri, Quarta-feira de Cinzas é uma ótima dica de presente de natal.



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HQ – Batman essencial

Cultura, HQs
Em 14 de novembro de 2011
Durante o cafezinho do(a)

Enquanto estamos na expectativa do terceiro filme de Christopher Nolan sobre o Homem Morcego, vou apresentar-lhes três histórias consideradas essenciais para conhecermos Batman, nas quais os filmes se inspiraram. Não vou ordená-las, acredito que seria injusto colocar uma acima da outra.

Vamos começar por Batman – Ano Um, em 1986 a DC Comics decidiu que seus heróis estavam datados e ordenou uma reforma geral, começando pelos seus três personagens mais populares, Superman, Mulher Maravilha e Batman.

O responsável pela missão de dar uma nova cara a origem de Batman foi Frank Miller, que chamou David Mazzuchelli, repetindo a parceria de sucesso de A Queda de Murdock, história sensacional sobre o Demolidor da Marvel.

A história criada por Bob Kane em 1939 não foi alterada, Miller deu maior densidade a trama, retratando o primeiro ano de Bruce Wayne como Batman em uma Gotham City suja e corrupta, dominado pelo crime, o que deu a trama um aspecto muito mais realista.

Em Batman – Ano Um encontramos vários aspectos utilizados no filme Batman Begins, inclusive cenas da hq foram transpostas para a tela.

Frank Miller nos apresenta personagens em versões alternativas, como a Mulher Gato, Selina Kyle, retratada como uma prostituta, explorada por um cafetão que decide virar ladra, o Tenente James Gordon, policial incorruptível, recém transferido de Chicago para Gotham, amedrontado por trazer sua mulher grávida para o “inferno”.

O roteiro de Frank Miller e a arte de David Mazzucelli são sensacionais, recentemente foi lançada no Brasil uma edição de luxo, com capa dura, contendo os quatro capítulos da história, e também a DC Comics lançou uma animação, que indica ser muito fiel a hq.

 

Nossa segunda história é A Piada Mortal, só podiamos esperar algo espetacular quando o criador de Watchmen e V de Vingança, Alan Moore, escreve uma história do Batman.

Moore decide explorar toda a insanidade do Coringa, onde o vilão tenta provar sua teoria de que basta “um dia ruim” para a pessoa enlouquecer, em cima do comissário Gordon, esse “dia ruim” de Gordon inclui ver sua filha, Barbara Gordon, ser baleada e torturada, além dos mais variados “constrangimentos” que só poderiam sair da mente doente do Coringa.

Em paralelo o vilão relembra seu próprio dia ruim, Brian Bolland, o desenhista da história, recentemente recoloriu a hq, atribuindo a ela cores mais frias e sombrias, com destaque para as cenas de flashback do Coringa, que são em preto e branco, somente com alguns objetos coloridos, na minha opinião ficou melhor. Abaixo na imagem da esquerda vocẽ tem a nova coloração de Brian Bolland, a direita a coloração original.


Em relação a essa história, tenho uma coisa a dizer, se não leu, LEIA!

 

Batman: O Cavaleiro das Trevas, escrita e desenhada por Frank Miller, publicada originalmente em 1986, nos mostra um Bruce Wayne com 50 anos, que a 10 anos se aposentou, supostamente após o assassinato do Robin II, Jason Todd, pelo Coringa.

Porém a violẽncia que assombra Gotham faz com que o velho Wayne volte à ativa, ignorando as limitações da idade, vemos um Batman muito mais violento. Com o Comissário Gordon prestes a abandonar o cargo, Batman começa a enfrentar oposição entre os homens da lei em relação aos seus métodos e maneira radical como enfrenta o crime.

Miller nos mostra também o Superman, retratado como uma marionete do governo, encarregado de fazer com que Bruce Wayne obedeça às ordens federais, algo praticamente impossível de acontecer.

Vale ressaltar que essa história nada tem a ver com o filme de mesmo nome, talvez só pelo Batmóvel, que parece um tanque de guerra.

Essa foi a história que moldou a visão que temos hoje do Batman sombrio, nem preciso recomendar, é item obrigatório.

 

Já que procurei linkar os filmes com as HQs, vou citar mais duas, que também são ótimas.

A primeira é Coringa, de Brian Azzarello, onde o personagem título tem a mesma fisionomia do Coringa de Heath Ledger, vejam a imagem abaixo e tirem suas próprias conclusões.


E para finalizar a saga O Longo Dia das Bruxas, citada por Christopher Nolan como inspiração para o filme Batman, O Cavaleiro das Trevas, onde é destacado o promotor Harvey Dent, futuro vilão Duas Caras.

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HQ – Café Espacial

Cultura, HQs
Em 23 de outubro de 2011
Durante o cafezinho do(a)

A Café Espacial é um projeto cultural muito legal de divulgação de histórias em quadrinhos, música, cinema, etc.

O projeto Café Especial teve inicio em 2007, conta com a colaboração de grandes e premiados artistas nacionais e internacionais, a edição impressa está n0 número 10, o que para uma produção nacional e independente é um grande feito, abaixo você confere alguns prẽmios recebidos:

(2009) 5º Prêmio DB ARTES como Melhor edição independente

(2010) 22º Troféu HQMIX como Melhor publicação independente de grupo de 2009

(2011) Indicação ao 38º Festival International de La Banda Dessinée de Angoulême na categoria ‘alternative’ – com a revista Café Espacial e com o informativo Expresso Café Espacial

(2011) 23º Troféu HQMIX como Melhor publicação independente de grupo de 2010

A 10ª edição foi lançada no dia 14 de outubro, tem 100 páginas, tem a capa colorida da ilus­tra­dora por­tu­guesa Susa Monteiro com o interior em preto e branco, a revista é composta pelas seguintes HQs (clicando nos links vocẽ tem uma prévia de cada uma):

ambulância pornô, por DW Ribatski
a dissolução do clube, por Berliac (Argentina)
a cidade dos outros, por Susa Monteiro (Portugal)
dois minutos, por Lídia Basoli e Liber Paz
as viagens do capitão Virgílio, por Laudo Ferreira
o invasor, por Salvador Sanz (Argentina)
para lá dos montes, por Paulo Monteiro (Portugal)
as verdades que inventei, por Sergio Chaves e Kari Murakami.

Compõem essa edição ainda tex­tos lite­rá­rios, entre­vis­tas e ilus­tra­ções.

O projeto é muito legal,  recomendo que vocẽ conheça, se quiser adquirir essa e outras edições da revista, basta acessar Café Espacial, custa só R$ 20,00 já com o frete incluído, é uma revista linda e  muito interessante.

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