Batman essencial

Café Cultural
Durante o cafezinho do(a) fabiofaller , em

Enquanto estamos na expectativa do terceiro filme de Christopher Nolan sobre o Homem Morcego, vou apresentar-lhes três histórias consideradas essenciais para conhecermos Batman, nas quais os filmes se inspiraram. Não vou ordená-las, acredito que seria injusto colocar uma acima da outra.

Vamos começar por Batman – Ano Um, em 1986 a DC Comics decidiu que seus heróis estavam datados e ordenou uma reforma geral, começando pelos seus três personagens mais populares, Superman, Mulher Maravilha e Batman.

O responsável pela missão de dar uma nova cara a origem de Batman foi Frank Miller, que chamou David Mazzuchelli, repetindo a parceria de sucesso de A Queda de Murdock, história sensacional sobre o Demolidor da Marvel.

A história criada por Bob Kane em 1939 não foi alterada, Miller deu maior densidade a trama, retratando o primeiro ano de Bruce Wayne como Batman em uma Gotham City suja e corrupta, dominado pelo crime, o que deu a trama um aspecto muito mais realista.

Em Batman – Ano Um encontramos vários aspectos utilizados no filme Batman Begins, inclusive cenas da hq foram transpostas para a tela.

Frank Miller nos apresenta personagens em versões alternativas, como a Mulher Gato, Selina Kyle, retratada como uma prostituta, explorada por um cafetão que decide virar ladra, o Tenente James Gordon, policial incorruptível, recém transferido de Chicago para Gotham, amedrontado por trazer sua mulher grávida para o “inferno”.

O roteiro de Frank Miller e a arte de David Mazzucelli são sensacionais, recentemente foi lançada no Brasil uma edição de luxo, com capa dura, contendo os quatro capítulos da história, e também a DC Comics lançou uma animação, que indica ser muito fiel a hq.

 

Nossa segunda história é A Piada Mortal, só podiamos esperar algo espetacular quando o criador de Watchmen e V de Vingança, Alan Moore, escreve uma história do Batman.

Moore decide explorar toda a insanidade do Coringa, onde o vilão tenta provar sua teoria de que basta “um dia ruim” para a pessoa enlouquecer, em cima do comissário Gordon, esse “dia ruim” de Gordon inclui ver sua filha, Barbara Gordon, ser baleada e torturada, além dos mais variados “constrangimentos” que só poderiam sair da mente doente do Coringa.

Em paralelo o vilão relembra seu próprio dia ruim, Brian Bolland, o desenhista da história, recentemente recoloriu a hq, atribuindo a ela cores mais frias e sombrias, com destaque para as cenas de flashback do Coringa, que são em preto e branco, somente com alguns objetos coloridos, na minha opinião ficou melhor. Abaixo na imagem da esquerda vocẽ tem a nova coloração de Brian Bolland, a direita a coloração original.


Em relação a essa história, tenho uma coisa a dizer, se não leu, LEIA!

 

Batman: O Cavaleiro das Trevas, escrita e desenhada por Frank Miller, publicada originalmente em 1986, nos mostra um Bruce Wayne com 50 anos, que a 10 anos se aposentou, supostamente após o assassinato do Robin II, Jason Todd, pelo Coringa.

Porém a violẽncia que assombra Gotham faz com que o velho Wayne volte à ativa, ignorando as limitações da idade, vemos um Batman muito mais violento. Com o Comissário Gordon prestes a abandonar o cargo, Batman começa a enfrentar oposição entre os homens da lei em relação aos seus métodos e maneira radical como enfrenta o crime.

Miller nos mostra também o Superman, retratado como uma marionete do governo, encarregado de fazer com que Bruce Wayne obedeça às ordens federais, algo praticamente impossível de acontecer.

Vale ressaltar que essa história nada tem a ver com o filme de mesmo nome, talvez só pelo Batmóvel, que parece um tanque de guerra.

Essa foi a história que moldou a visão que temos hoje do Batman sombrio, nem preciso recomendar, é item obrigatório.

 

Já que procurei linkar os filmes com as HQs, vou citar mais duas, que também são ótimas.

A primeira é Coringa, de Brian Azzarello, onde o personagem título tem a mesma fisionomia do Coringa de Heath Ledger, vejam a imagem abaixo e tirem suas próprias conclusões.


E para finalizar a saga O Longo Dia das Bruxas, citada por Christopher Nolan como inspiração para o filme Batman, O Cavaleiro das Trevas, onde é destacado o promotor Harvey Dent, futuro vilão Duas Caras.

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