Espetacular Homem Aranha

Filmes
Em 13 de julho de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Nessa semana, tirei um tempo no meu dia e fui ao cinema assistir:  O Espetacular Homem Aranha estava curioso pelo Reboot da série. Mas antes de entrar na sala de cinema, eu me preparei para ver o filme, fui de coração aberto, eu tenho um bom histórico com o personagem, quando mais novo eu tinha muita coisa do “cabeça de teia”, certa vez minha irmã me contou que na minha infância eu dava a imitar o Homem Aranha [tentando escalar as paredes e andando curvado].

Por isso eu tenho um carinho especial por esse que foi meu primeiro Herói [anos mais tarde eu adotaria uma figura mais sombria "Batman"]. Eu sabia que se levasse a minha ideia de como deveria ser o filme eu não conseguiria tirar proveito da diversão de um filme desse estilo. Então eu fui, vi e gostei, mas mesmo assim fiquei um pouco incomodado tal qual os fãs de longa data.


Os novos roteiristas do Espetacular Homem Aranha esqueceram um pouco a ideia central do Mestre Stan Lee. Peter Parker, era um adolescente problemático, não tinha amigos, nem namoradas, Peter só tinha seus tios e a sua paixão pela ciência. Peter era desengonçado e sem total senso de como se vestir [se você pegar uma revista clássica vai perceber que ele usava pulôver e gravata borboleta], mas tudo muda na vida do Herói, depois que ele se torna o Homem Aranha.

Stan Lee com seu personagem discursa sobre metamorfose e as reponsabilidades de crescer, abandonar isso, é abandonar “o existir do Herói”. Não que os produtores abandonaram a ideia [existe dentro do filme uma pergunta que sempre se repete: Quem é você Peter Parker?], o problema é a nova ideia central, de que Peter não virou Homem Aranha ao acaso, este novo Peter Parker soa mais como o escolhido e não fruto do acaso.

Fugindo dessas críticas, o filme é feito para o novo publico conhecer o herói. Um dos méritos do diretor Marc Webb [famoso por 500 Dias Com Ela] é focar o filme nas relações pessoais de Parker. E a boa escolha do elenco é a chave disso, existe uma excelente química entre Peter[Andrew Garfield] e sua Gwen [e não tão bela Emma Stone], diferentemente das outras versões do herói a “mocinha” faz parte de todo o mistério, amarrando a história para uma continuação.


Um acerto do roteiro que deve ter agradado aos fãs é o disparador de teia, nessa nova versão do herói ele usa o dispositivo no pulso, igual a dos quadrinhos. Já seu uniforme segue um pouco mais a linha Ultimate da Marvel.


As cenas de ação são bem produzidas, mostrando um refinamento maior, algumas cenas devem ter ficado boas em 3D [O filme foi feito para isso], mas conversando com outras pessoas, nada que seja espetacular.

Mesmo depois de dez anos do primeiro filme, O Espetacular Homem Aranha, faz o seu papel de divertir assim como o filme antigo. As produtoras sabem o risco de adaptar um personagem desse calibre, sempre vai ter alguém reclamando da diferença entre a HQ e o Filme, por que assim como hoje, a dez anos atrás choviam criticas para o filme de Sam Raimi.


As pessoas estão esquecendo uma das funções principais do cinema. O Cinema tem a função de divertir, tirar você da sua carga de realidade do dia a dia e te levar a um mundo totalmente novo.

Pense nisso antes de entrar na sessão de cinema e agir como um crítico ferrenho.

Voltamos na próxima semana com mais uma resenha

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Filme – Prometheus

Filmes
Em 29 de junho de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Apesar dos contratempos, finalmente consegui assistir Prometheus, mas antes, devo confessar que não sou um amante da saga Alien, muito menos de filmes de alienígenas [tive minha fase, mas eles pisarão na bola comigo], mas ver Ridley Scott de volta as suas origens me empolgou [e muito]. O filme se passa anos antes do primeiro filme da saga Alien [mas você não precisa ter visto Alien pra curtir Prometheus] onde em um futuro bem distante do nosso presente.

Em meio a escavações na Escócia, conhecemos dois pesquisadores Charlie [Logan Marshall-Green] e Elisabeth Shaw [A exótica Noomi Repace], eles descobrem em meio as escavações, figuras que denunciam a chegada de homens do espaço na terra. O Diretor Ridley Scott decide então levamos a um passo a diante e nos colocar mais afrente no futuro, onde a Nave Prometheus, está chegando próximo de um novo planeta.


Nesse momento somos apresentados a David [Michael Fassbender mostrando que é um ator totalmente versátil]  uma máquina a serviço de uma grande corporação, que está financiando a viagem. David tem um pouco de Hal 9000 [Personagem chave do filme 2001, uma Odisseia no Espaço], ele tem a função de proteger os tripulantes da nave. David faz de tudo para não deixar os humanos desconfortáveis, tanto que se veste como nós, e pinta o cabelo, para se humanizar mais ele se inspira em frases de efeito tiradas de  filmes antigos [em especial Lawrence da Arabia].


Além de David, temos a Capitã Vickers [Charlize Theron] ela também representa a corporação, diferente dos pesquisadores que querem fazer contato com os habitantes desse novo planeta Vickers quer somente a confirmação e não fazer contato, já que a empresa tem outros planos para isso.

A bela Dra. Shaw veio ao planeta para fazer contato e buscar respostas sobre a nossa existência, ela acredita que as criaturas que vivem neste novo planeta, são na verdade os criadores da vida na terra, ela os chama de “Engenheiros”. Ao chegar ao planeta, eles descobrem uma instalação que lembra uma base. Sua expedição e tormenta começam ali.

Com uma direção pra lá de segura e não abusando muito dos efeitos especiais Ridley Scott cria uma atmosfera maravilhosa, com cenários magníficos. E mostra a todos que filmes de ficção cientifica e ação, pode ter um roteiro e não somente explosões.

Então somos chamados para discutir temas filosóficos: A nossa incansável busca pelo criador às vezes faz o homem se esquecer de suas criaturas, vemos isso em um dialogo entre David [robô] e Charlie [humano]. O embate da fé e ciência, onde a Dra.Shaw, em um momento de desespero reza aos céus [mesmo estando “no céu”] por uma chance de sobreviver, e recebe resposta de David. A luta do homem pela imortalidade e claro o poder das corporações [essa temática é muito discutida no primeiro Alien]. Sem contar as intrigas Shakespearianas, criadas por David.

Prometheus é tudo isso e promete muito mais com a chegada do seu Blu-ray, onde o diretor promete algumas cenas extras que devem elucidar algumas dúvidas lançadas ao longo do filme.


E como Prometheus já é um sucesso, o diretor prometeu voltar para uma continuação, esperamos que seja verdade, e que seja realmente com Ridley Scott.


Eu ainda não sei quando volto a postar no malditovivant.net, mas sei que estarei aqui na turmadocafe na próxima semana. Até breve…

“As vezes questionamos tanto o nosso criador que nos esquecemos de nosso papel com nossas criações” Ferds

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Filme – O Corvo ( 2012 )

Filmes
Em 25 de maio de 2012
Durante o cafezinho do(a)

No inicio da semana me arrisquei e fui ao cinema, ver o novo filme do diretor James McTeigue, O Corvo, para quem não se lembra em 2005 o diretor fez sua estréia solo dirigindo a adaptação da renomeada “Graphic Novel” V de Vingança [se não viu, leia]. Não foi apenas a direção que me levou a ver o filme, Edgar Allan Poe vem antes de tudo isso.


Confesso uma grande paixão pelos seus escritos, apesar de só ter um livro dele na minha prateleira [Assassinato na Rua Morgue]. Para a criação do filme os roteiristas se basearão em dois mistérios. O primeiro é sobre o suposto desaparecimento do escritor e sua  aparição em um banco de uma praça em estado catatônico dois dias depois.


A segunda lenda é de que Poe [um homem franzino] teve experiências com assassinatos que o ajudou a criar todo seu mundo literário. Esse segundo mistério é apenas uma hipótese, mas a lenda circulou os meios acadêmicos por um bom tempo.

Mas vamos ao filme. O filme segue uma linha mais leve, mas ao estilo do novo Sherlock Holmes. Poe [John Cusack em seu melhor papel na última década] se encontra em uma encruzilhada criativa, seus textos antigos estão caindo no esquecimento e ninguém quer mais publicar seus novos contos, sem nenhum peso no bolso o escritor continua perambulando em busca de um trago de conhaque.

Poe ainda tem um problema, é apaixonado pela bela e jovem Emily [interpretada pela voluptuosa Alice Eve] seu amor é correspondido prontamente, mas o Pai de Emily um membro da sociedade que detesta Poe.

Tudo muda de figura quando um crime com requintes de crueldade acontece na cidade de Boston e o detetive Fields [Luke Evans] percebe que o crime tem semelhanças com o um dos contos do escritor e o convoca para ser seu consultor. A trama fica mais complicada quando Poe é chamado pelo assassino misterioso para um jogo e acaba raptando Emily [em uma das melhores seqüências do filme].

Poe então tem que descobrir os próximos passos a fim de salvar sua amada, ao mesmo tempo em que é obrigado a escrever sobre todas as mortes no jornal da cidade.


Por conta do baixo orçamento algumas cenas foram feitas por meio de animação, tornando algumas mortes pra lá de enfadonhas. Outra coisa que desagrada um pouco no filme [pelo menos pra alguns] é o excesso de rebuscamento em alguns diálogos, deixando algumas cenas monótonas.

Tirando isso o filme é excelente, e um convite para revisitar a obra do escritor. Ou mesmo para conhecer a obra deste genial escritor

Por enquanto não volto ao malditovivant.net, mas semana que vem estarei aqui no turmadocafe.com


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O Espião Que Sabia Demais

Filmes
Em 19 de abril de 2012
Durante o cafezinho do(a)

“No final de tudo, somos apenas animais usando roupas casuais” Ferds

Chega as locadoras o magnífico filme: O Espião que Sabia Demais o Filme é baseado no livro homônimo de John Le Carré, que conta um pouco dos bastidores da Guerra Fria e como a Inglaterra evitou a explosão da Terceira Grande Guerra, com a ajuda dos seus espiões.

Apesar de o filme ser sobre espiões, devemos esquecer todo o glamour do Agente 007 [comum do mundo inglês] e pensar nos espiões como agentes das sombras, que vendem informações e praticam assassinatos que são encobertos para parecerem acidentes casuais. O filme começa mostrando uma falha de uma operação a mando de Control [diretor geral do Circus, pseudônimo usado para o MI-5] em Budapeste, onde o agente deve encontrar um General que tem informações sobre um agente duplo dentro do Circus, mas antes de completar a missão o espião é eliminado.


Essa falha implica na demissão de Control, assim que sai do cargo leva com ele o agente Smile [um dos maiores espiões e braço direito de Control interpretado por Gary Oldman]. Neste momento o filme começa, a demissão de Control mostra a transição do poder, para uma nova geração de agentes do Circus. Mas a suspeita de um agente duplo dentro da inteligência Britânica chega aos ouvidos da Rainha, então o Primeiro Ministro resolve reativar o Agente Smile com a missão de descobrir quem é o agente duplo e evitar uma guerra.

Smile então volta ao apartamento de Control e descobre um jogo de xadrez com fotos dos novos diretores do Circus e seus codinomes: Tinker [Funileiro] Taylor [Alfaiate] Soldier [Soldado] Spy [Espião], esse também é o nome original do filme. Com base nisso Smile continua as investigações que Control havia iniciado anos antes.

O diretor Sueco Tomas Alfredson [Deixe ela entrar] consegue envolver muito bem o telespectador dentro da trama, levantando a questão moral do homem e sua incansável busca pelo poder.


Tomas também acerta na escolha de colocar a violência em segundo plano, dando ênfase aos diálogos e ao suspense, só que mesmo a violência estando em segundo plano ela aparece para nos nortear, mostrando do que o homem é capaz de fazer pelo poder.

O diretor também acerta na escolha de todo o elenco do filme, em especial de Gary Oldman para o papel de Smile, um agente Frio e impassível, mas extremamente competente. Outra boa escolha foi de Tom Hardy [o ator tem escolhido bons filmes também] que faz parte da nova geração, mais glamorosa. Sem contar a sombra grandiosa de Colin Firth que apesar de aparecer pouco na tela, se mostra uma peça chave dentro do filme.


O Espião que Sabia demais é um filme excelente e merece ser visto e revisto, então alugue ou compre o DVD. Vi o filme no inicio do ano no cinema e me arrependo de não ter ido no cinema no dia seguinte rever o filme, mas em breve compro uma cópia pra mim.


Semana que vem eu volta e amanhã tem post novo no malditovivant.net

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